CANIL REGIONAL E SIM COMEÇAM A SER IMPLANTADOS NA REGIÃO

Mais uma reunião de mobilização para a implantação do Canil Regional e Serviço de Inspeção Sanitária no Médio Piracicaba foi realizada. O encontro aconteceu na Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Piracicaba (Amepi), no último dia 22, e contou com a presença de prefeitos, secretários municipais, agentes municipais da Vigilância Sanitária, representantes da Emater, do IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária) médicos veterinários e servidores que atuam na área de agricultura e desenvolvimento econômico das prefeituras.

Na parte da manhã, o consultor do Departamento de Desenvolvimento Econômico e coordenador da Oficina de Consórcios da Associação Mineira de Municípios (AMM), Leandro Rico, ministrou os trabalhos com uma palestra esclarecedora e já direcionando os trabalhos para a formação das Câmaras Técnicas. Em sua palestra, discorreu sobre os encaminhamentos a serem feitos, as legislações pertinentes, os órgãos do governo a serem contatados, a captação de recursos e a mobilização política junto aos órgãos de suporte, como Emater e IMA, associações, sindicatos, cooperativa e vereadores. Leandro apresentou tabelas, planilhas e estatísticas sobre o projeto. Segundo seus levantamentos, a região do Médio Piracicaba, que congrega cerca de 300 mil habitantes e uma produção informal bastante intensa, poderá, com a formalização dos negócios através do SIM, tem capacidade para gerar, por meio de consórcio e regionalização do comércio, um montante de 300 milhões de reais em negócios. Lembrou também que o SIM é o primeiro passo para a aquisição de selos estadual, federal, podendo os produtos serem disponibilizados até para a exportação.

Sobre o Canil Regional, ele mostrou como seria a proposta do consórcio, lembrando que toda a comunidade, de todos os municípios devem ser bem informadas de como irá funcionar o consórcio. Segundo ele, o local deve funcionar com um centro de zoonoses, oferecer serviços de castração, chipagem e eutanásia, para animais infectados ou com doença terminal, sem condições de tratamento. Como tudo isso tem custo, a proposta inicial é de que cada município pague por cerca de 50 animais, que receberão o tratamento e serão devolvidos à cidade de origem, castrados e chipados.

Na reunião, foram nomeados os profissionais, um de cada município ali representado, para compor a comissão que vai coordenar o processo de implantação do projeto. O Presidente da Amepi, Fernando Rolla, apresentou oficialmente a funcionária Renata Drumond, como membro da Amepi que dará suporte técnico, administrativo, logístico e colocando ainda a estrutura da Associação como ponto de apoio para o que se fizer necessário.

Na parte da tarde, Leandro Rico reuniu-se apenas com os coordenadores (Câmara Técnica) nomeados na parte da manhã para deliberar ações a serem seguidas. Distribuiu para a comissão o mapa de diagnóstico de agroindústria que os municípios terão que responder, para se saber o que se produz e se vende em cada município. Foi dado um prazo de 90 dias para a conclusão do diagnóstico.

Paralelamente a esse trabalho a Amepi coordenará uma reunião com vereadores, representantes de cooperativas sindicados associações comerciais, produtores e afins, para sensibilizar sobre a importância do projeto e cumprimento das leis. A reunião não foi ainda agendada. Foi sugerido também reuniões nos municípios, prefeitos junto com a Emater e produtores, para mobilização e adesão ao novo sistema. Ficou decidido também que será formada uma comitiva com secretários de saúde, representantes da Vigilância Sanitária prefeitos e comissão para uma visita ao canil de Belo Horizonte, que é referência no Estado, para conhecerem o sistema de castração e chipagem de animais. A visita será agendada pelo consultor Leandro Rico.

A Câmara Técnica de Segurança Alimentar ficou assim formada: Sônia Azevedo, da Emater de São Gonçalo do Rio Abaixo, como coordenadora; Presidente da Câmara de João Monlevade, Djalma Bastos e Antônio Pessoa, do SIM de Itabira, como suplentes.A Câmara Técnica do Canil Regional ficou assim formada: Lucimara Guerra, da Vigilância Sanitária de  João Monlevade, como coordenadora; Ana Paula de Souza, da Vigilância Sanitária de São Gonçalo do Rio Abaixo e Tânia Rodrigues, da Vigilância Sanitária de Bom Jesus do Amparo, como suplentes.

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