COMITIVA VISITA CENTRO DE CONTROLE DE ZOONOSES DE BELO HORIZONTE

Equipe à frente do Centro de Controle de Zoonoses

No último dia 26 de junho, profissionais da área de saúde das prefeituras da região, presidente da Câmara de João Monlevade, Djalma Bastos, e o Presidente da Amepi e prefeito de São Domingos do Prata, Fernando Rolla, visitaram o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Belo Horizonte e sua unidade móvel, para conhecer o processo que é feito na capital para a questão da população canina e felina. A visita foi sugerida durante as reuniões feitas na Amepi para viabilizar a criação de um Centro de Zoonoses na região do Médio Piracicaba.

A comitiva, formada por 15 pessoas, saiu de João Monlevade às 7h com destino à sede da Associação Mineira de Municípios (AMM) onde participaram de uma palestra, feita pelo Chefe de Gabinete da prefeitura de BH, Marcos José Mendes, sobre como foi criado o CCZ, as primeiras ações, as ampliações e a situação atual. Falou também sobre ações desenvolvidas paralelas ao trabalho, como campanhas de adoção e educação para guarda responsável. Marcos José ofereceu apoio e parceria para o que se fizer necessário ao trabalho de implantação de um Centro no Médio Piracicaba.

Também falou aos visitantes, a Gerente do CCZ, Silvana Brandão, sobre o controle ético da população de cães e gatos, que consiste no tratamento correto que se deve dar à questão: recolhimento provisório para castração, chipagem e devolução ao ambiente de origem. E nos casos de doenças que impliquem risco à saúde pública, ou estágio terminal, a aplicação da eutanásia. Para ela, os canis, que funcionam como depósito de cães, não podem mais existir. Os Centro de Controle de Zoonoses têm que ser criados para funcionar adequadamente e bem, com equipe de médicos veterinários treinados, estrutura adequada e controle constante da população animal.

Encerrando o ciclo de palestras, o médico veterinário do CCZ, Eduardo Viana, mostrou um sistema informatizado que criaram e utilizam para cadastrar todos os animais que chegam à unidade, onde consta nome do proprietário, endereço (se é de rua coloca-se o local onde foi achado), características, raça nome do animal, número de chip, e assim passam a ter maior controle sobre a vida desse animal.

O presidente da Amepi, Fernando Rolla, também falou aos presentes esperando que tirem o maior proveito de tudo que irão conhecer e reafirmando seu compromisso de fazer acontecer a criação do Centro de Zoonoses do Médio Piracicaba, porque é uma necessidade e vai beneficiar todos os municípios que enfrentam esse problema.

Já no Centro de Controle de Zoonoses

Na parte da tarde, os visitantes conheceram a Unidade Móvel do CCZ e o próprio Centro, onde também receberam explicações de como funcionam os procedimentos nas dependências de cirurgias, nas salas do pós-cirúrgicos e nas salas de eutanásias. Tiveram acesso a vídeos de como se realizam as esterilizações masculina e feminina e a chipagem. Todo o trabalho realizado no CCZ é catalogado em planilhas diversas de onde pode-se apurar qualquer informação sobre o controle da população animal e também sobre o custo de todo o processo.

Os visitantes saíram do encontro bastante satisfeitos com o que viram. Todos acharam o trabalho interessante, válido e a proposta dos municípios da Amepi deve ser levada adiante. O entendimento geral é que isso é realmente a solução para resolver, a médio e longo prazos, o problema dos cães e gatos de rua, sem ferir os direitos dos animais, que somente são alcançados com a castração, identificação, adoção e conscientização da população. Como disse a médica veterinária da prefeitura de Bela Vista de Minas, Juliana Bicalho, “a visita ao Centro de Controle de Zoonoses foi importante para abandonarmos o conceito da implementação de um simples “Canil Regional”.

Segundo o consultor da AMM, Leandro Rico, que está dando suporte ao trabalho, os próximos passos serão a elaboração de termos de adesão, para os prefeitos assinarem, termos de cooperação técnica, que deverão ser assinados entre a AMM, CCZ de BH e Consmepi, planilha de custos e estudo de viabilidade em relação aos municípios que irão compor o consórcio, ou seja, quanto cada município vai gastar. Nenhuma reunião ficou agendada, o que será feito após a AMM apresentar as planilhas e a documentação. A população de cães e gatos estimada nos municípios que pertencem ao Consmepi é de 40.52 animais, baseada no coeficiente de 8,5 habitante para cada animal. Os dados são da AMM e serão usados para cálculo dos custos do projeto de criação do Centro de Zoonoses do Médio Piracicaba.

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