PRIMEIRO SEMINÁRIO NACIONAL DE CONSÓRCIOS PÚBLICOS INTERMUNICIPAIS EM OLINDA-PE
Teve início na tarde desta terça-feira (12/04) o Seminário Nacional de Consórcios Públicos Intermunicipais realizado em Olinda (PE). Representantes de mais de 25 Estados participam do debate promovido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), em parceria com a Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe). O evento pioneiro objetivo aproximar esses tipos de cooperações. O movimento municipalista nacional ocorre paralelo ao 3.º Congresso Pernambucano de Municípios.

Na solenidade de abertura, o presidente da Amupe e prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota, expressou a importância de realizar um encontro como este. “Acho que a atividade mais importante deste congresso é o encontro nacional. O consórcio Público é a ferramenta para fazer política pública de qualidade, principalmente em período de crise”, afirmou. Pernambuco é a primeira capital a receber o seminário dividido em dois painéis, ambos conduzidos pelo secretário geral da CNM e prefeito do Cumaru, Eduardo Tabosa.
O consultor da Associação Mineira de Municípios (AMM) Leandro Rico, contextualizou que o consórcio público multifinalitário traz um novo modelo para viabilizar políticas públicas, transpondo o estágio dos agentes políticos com o pires na mão percorrendo os corredores dos ministérios a busca de recurso, para modelo de cooperação entre os municípios com objetivos comum. Ressaltou a importância em se adotar o programa SIM – Serviço de Inspeção Municipal consorcio com vista a geração de emprego e renda que há tempo deixou de ser uma política pública ao alcance dos pequenos e médios municípios.
De acordo com Tabosa, 75% dos municípios brasileiros têm menos de 20.000 habitantes e por isto, não são contemplados por muitos programas federais. Para explicar melhor o que é o consórcio e qual a sua função, Paula Ravanelli foi convidada à mesa. Segundo Ravanelli, o consórcio existe para preencher uma lacuna do Brasil, se mostrando necessário por fazer com que o município ganhe escala e melhore ações de coordenação das políticas públicas, uma vez que antes da regulamentação a articulação da união era insuficiente.
Fernando Clímaco, do Sebrae, trouxe sua experiência com a metodologia para a questão da organização da governança de consórcios, a LIDER (Liderança para o Desenvolvimento Regional), que tem por objetivo promover a articulação, mobilização, integração e qualificação de líderes em torno de planos regionais de desenvolvimento.
“Nos municípios, demandas como saúde, educação e segurança são emergenciais para os prefeitos. O que fazemos na LIDER é tornar um ciclo vicioso ciclo virtuoso”, explicou.
O representante da Caixa Econômica Federal, Marcus Vinícius, trouxe reflexões e a visão que o órgão possui sobre os consórcios. “A Caixa entende que apoiar os municípios através do consorciamento é um caminho moderno e eficaz de ajudar, portanto a instituição, que tem 155 anos de existência, está a disposição dos municípios e das cidades pra discutir, debater e buscar caminhos para melhorar a qualidade de vida das pessoas”, comprometeu-se.
O pedido que deu início ao segundo dia do Seminário Nacional de Consórcios Públicos Intermunicipais, na manhã desta quarta-feira (13), foi o de mais autonomia para os municípios. Abordado pelo advogado especialista em consórcios, Vladimir Ribeiro, o apelo gerou a simpatia dos gestores municipais presentes. Um momento inteiramente dedicado para a troca de experiências bem sucedidas em consórcios de várias regiões do Brasil aconteceu durante o painel temático Ações para o Desenvolvimento Municipal e Regional. Segmentos como saúde, resíduos, gestão, região de fronteiras e multifinalidades foram apresentados para os gestores municipais. Além de vivenciar outros modelos de gestão de consórcios, eles puderam apresentar dúvidas, conhecer mais sobre jurisdição, financiamento e órgãos reguladores.